Volto em breve com novos textos...
Beijos e Abraços...
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
O punhal
O teu olhar mata toda a luz
Nos semblantes mais perfeitos
Nas flores mais cálidas, serenas
Consumindo-lhe todos os defeitos
O teu olhar consegue queimar
Exame que tormenta e se retorce
Penetra profunda, fatalmente
E quem sou eu, para te escapar
No fogo, árduo suplicio do prazer
Cravas-me de mágoa e passado
E quase que arruíno meus olhos
Só porque insisto em tentar ver
Só porque persisto em te resolver
Apenas, porque quero, perceber
Tomado pela cegueira, hesitação
Procuro nas mãos, uma resposta…
Papel, que os teus olhos retalham
Os teus olhos seduzem, ceifam
Pendendo à beira do teu sussurro
Fico assim, apenas com uma questão
Com meus lábios serrados, mudo
Porque insisto eu… nesta busca…
Gritando teu nome, até ficar surdo
Apenas…
Por ti…
______________________________________
A centezima mensagem que deposito neste blog, é dedicada a todos quantos acompanham e gostam de acompanhar os devaneios que aqui registo.
Beijos, abraços e um muito profundo "Obrigado a todos"
Nos semblantes mais perfeitos
Nas flores mais cálidas, serenas
Consumindo-lhe todos os defeitos
O teu olhar consegue queimar
Exame que tormenta e se retorce
Penetra profunda, fatalmente
E quem sou eu, para te escapar
No fogo, árduo suplicio do prazer
Cravas-me de mágoa e passado
E quase que arruíno meus olhos
Só porque insisto em tentar ver
Só porque persisto em te resolver
Apenas, porque quero, perceber
Tomado pela cegueira, hesitação
Procuro nas mãos, uma resposta…
Papel, que os teus olhos retalham
Os teus olhos seduzem, ceifam
Pendendo à beira do teu sussurro
Fico assim, apenas com uma questão
Com meus lábios serrados, mudo
Porque insisto eu… nesta busca…
Gritando teu nome, até ficar surdo
Apenas…
Por ti…
______________________________________
A centezima mensagem que deposito neste blog, é dedicada a todos quantos acompanham e gostam de acompanhar os devaneios que aqui registo.
Beijos, abraços e um muito profundo "Obrigado a todos"
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Inspira-me
Corta, arranca, morde-me esta mente!
Leva-me ao vazio, derradeiro fio da lâmina
Que retalha e descarna o osso alvo, duro
Rígido fundamento…
Desenraíza-me então de todo o entendimento
Que habitar corpo vão, é dor de permanecer
Em Locus Horrendus da memoria profunda
Em tal abismo…
Profundamente cravado sobre lajes de cinismo
Sou depravada criação de um qualquer tom
Das cores, que ardem entre o rubro e o carmim
Apenas sangue…
Abraça-me então…
Segura-me com força a carne oh alento desertor
Sopra então teu vento, dos teus lábios finos, céu
E diz-me, o que sou eu para ti, aqui na terra…
Para além de um tolo sonhador..?
Leva-me ao vazio, derradeiro fio da lâmina
Que retalha e descarna o osso alvo, duro
Rígido fundamento…
Desenraíza-me então de todo o entendimento
Que habitar corpo vão, é dor de permanecer
Em Locus Horrendus da memoria profunda
Em tal abismo…
Profundamente cravado sobre lajes de cinismo
Sou depravada criação de um qualquer tom
Das cores, que ardem entre o rubro e o carmim
Apenas sangue…
Abraça-me então…
Segura-me com força a carne oh alento desertor
Sopra então teu vento, dos teus lábios finos, céu
E diz-me, o que sou eu para ti, aqui na terra…
Para além de um tolo sonhador..?
terça-feira, 14 de abril de 2009
Tenebrae (Ofício de Trevas)
Da paixão dita e desdita, contada, transmissível
Que gera uma tal infecção de fé, que só tu tens
Leva-me sempre aos joelhos, enfrentando as luzes
Com mãos atadas entre os dedos, ao Tenebrário...
Onde estão as minhas 15 velas? EU tas devo hoje!
Em poemas que hão de vir, hão de ser, em mim...
À direita do degrau que não me atrevo a subir
Encontro com os olhos centena e meia de versos
Que li na fúria de te encontrar uma lei, um verbo!
Mas não existe uma constante, um sinal apenas
Entre as tuas luzes em tremor de fogo lento
Apenas resta à vista o vértice da palavra!
No teu ofício de Trevas, és a prova imaculada
Que do próprio seio de Maria, nasce a verdade!
Se de verdade se trata a fé, em baptismo, em morte
Acredito que no fogo que trazes em ti, ardente!
Queimando, moendo, olhares profundos em ti, assim
Sem alívio para quem tenta entrar nos teus Prazeres
Volta então à cinza, o homem consumido de desejo…
Pois nos cânticos eclesiásticos, não existem, assim
Forças que movam a alma, como tu, em teus dedos
E só tu assim consegues, faze-lo com tais palavras…
____________________________________
Dedicado a Maria Treva Flor, que podem visitar ali ao lado.
Espero que ela goste, como eu gosto do que ela escreve.
____________________________________
O ofício de trevas (Tenebrae) é uma cerimónia medieval da Paixão, que consiste em ir apagando as 15 velas do tenebrário (candelabro triangular ao lado direito do altar), representando os 150 salmos da Bíblia, até só uma, que representa Cristo, ficar acesa.
Ao final de cada versículo cantado, as velas do tenebrário foram apagadas, uma a uma, de modo que, ao final, a Igreja permanecesse em total escuridão. Apenas a vela do vértice do triângulo não se apaga, simbolizando Cristo, a luz que ilumina todo o homem, e sua ressurreição.
Que gera uma tal infecção de fé, que só tu tens
Leva-me sempre aos joelhos, enfrentando as luzes
Com mãos atadas entre os dedos, ao Tenebrário...
Onde estão as minhas 15 velas? EU tas devo hoje!
Em poemas que hão de vir, hão de ser, em mim...
À direita do degrau que não me atrevo a subir
Encontro com os olhos centena e meia de versos
Que li na fúria de te encontrar uma lei, um verbo!
Mas não existe uma constante, um sinal apenas
Entre as tuas luzes em tremor de fogo lento
Apenas resta à vista o vértice da palavra!
No teu ofício de Trevas, és a prova imaculada
Que do próprio seio de Maria, nasce a verdade!
Se de verdade se trata a fé, em baptismo, em morte
Acredito que no fogo que trazes em ti, ardente!
Queimando, moendo, olhares profundos em ti, assim
Sem alívio para quem tenta entrar nos teus Prazeres
Volta então à cinza, o homem consumido de desejo…
Pois nos cânticos eclesiásticos, não existem, assim
Forças que movam a alma, como tu, em teus dedos
E só tu assim consegues, faze-lo com tais palavras…
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Dedicado a Maria Treva Flor, que podem visitar ali ao lado.
Espero que ela goste, como eu gosto do que ela escreve.
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O ofício de trevas (Tenebrae) é uma cerimónia medieval da Paixão, que consiste em ir apagando as 15 velas do tenebrário (candelabro triangular ao lado direito do altar), representando os 150 salmos da Bíblia, até só uma, que representa Cristo, ficar acesa.
Ao final de cada versículo cantado, as velas do tenebrário foram apagadas, uma a uma, de modo que, ao final, a Igreja permanecesse em total escuridão. Apenas a vela do vértice do triângulo não se apaga, simbolizando Cristo, a luz que ilumina todo o homem, e sua ressurreição.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Sombras na vida
Não são apenas os meus dedos
Que encontram os teus, só teus
Não sou apenas eu que procuro
Pois a busca é a nossa partilha
No olhar que lançamos aos céus
Caímos ambos, nós, os dois
Naquela negra armadilha…
Debaixo do sol, somos sombras
De nós mesmos, para nós próprios
E apenas o toque é sentido válido
Quando a escuridão é noite eterna
Nos ouvidos surdos
Nos olhos cegos
Na boca seca
Sem cheiro
Não mais posso ver os passos de luz
Que me deixaram no amor, na génese
Pois com corridas tolas, rápidas, ofegantes
Perdi chaves e fechaduras das algibeiras
Perdi respostas e perguntas da boca
Perdi as mãos com que te tocava…
Perdi-as dos braços, que te abraçavam…
Perdi minhas mãos, as minhas mãos!!!
Que deixei nas sombras dos meus pés
Por olhar o Sol, por querer a Luz
Luz que não me pertencia ver
E a acção leva à reacção
Crime, olhar o divino
Castigo, cegueira
Vida, quebrada
Morte, lenta
Simples…
Desespero…
Que encontram os teus, só teus
Não sou apenas eu que procuro
Pois a busca é a nossa partilha
No olhar que lançamos aos céus
Caímos ambos, nós, os dois
Naquela negra armadilha…
Debaixo do sol, somos sombras
De nós mesmos, para nós próprios
E apenas o toque é sentido válido
Quando a escuridão é noite eterna
Nos ouvidos surdos
Nos olhos cegos
Na boca seca
Sem cheiro
Não mais posso ver os passos de luz
Que me deixaram no amor, na génese
Pois com corridas tolas, rápidas, ofegantes
Perdi chaves e fechaduras das algibeiras
Perdi respostas e perguntas da boca
Perdi as mãos com que te tocava…
Perdi-as dos braços, que te abraçavam…
Perdi minhas mãos, as minhas mãos!!!
Que deixei nas sombras dos meus pés
Por olhar o Sol, por querer a Luz
Luz que não me pertencia ver
E a acção leva à reacção
Crime, olhar o divino
Castigo, cegueira
Vida, quebrada
Morte, lenta
Simples…
Desespero…
quarta-feira, 1 de abril de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
A Letra do Pecado
Aquela letra louca, solitária e irracional
Que se encontra entre o queimar do fogo
E se torce como serpente, como desejo
Para arrastar as almas ao acto de gritar
Quando tudo se resume, nessa letra louca
As duas letras que se juntam, mordazes
Que derretem os lábios em cera quente
E se espalham pela pele, como a paixão
Para fazer ferver o desejo mais escondido
Quando se unem os dedos, nessas letras
Três se casam, na malícia e no prazer
Que nada podem mais fazer que matar
E levar ao desespero os amantes tolos
Para que não mais se libertem de si
Quando são apenas três letras, não mais
Uma sílaba se forma, nas labaredas
De um inferno que é luxúria arrebatada
Todas as letras se mordem e se arranham
Todo o ser se cobre da sua vontade
Todas elas se libertam num grito, final
A respiração ofegante é cortada…
O som liberta-se, por fim….
A palavra nasce…
_ _ _
O que foi? Ahn…?
Que se encontra entre o queimar do fogo
E se torce como serpente, como desejo
Para arrastar as almas ao acto de gritar
Quando tudo se resume, nessa letra louca
As duas letras que se juntam, mordazes
Que derretem os lábios em cera quente
E se espalham pela pele, como a paixão
Para fazer ferver o desejo mais escondido
Quando se unem os dedos, nessas letras
Três se casam, na malícia e no prazer
Que nada podem mais fazer que matar
E levar ao desespero os amantes tolos
Para que não mais se libertem de si
Quando são apenas três letras, não mais
Uma sílaba se forma, nas labaredas
De um inferno que é luxúria arrebatada
Todas as letras se mordem e se arranham
Todo o ser se cobre da sua vontade
Todas elas se libertam num grito, final
A respiração ofegante é cortada…
O som liberta-se, por fim….
A palavra nasce…
_ _ _
O que foi? Ahn…?
terça-feira, 17 de março de 2009
Trinta minutos
Tenho só e apenas mais trinta minutos
Mais uma metade do tempo marcado
Para me libertar da minha solidão
Para dizer adeus ao meu silencio
Para morder a bala e aceitar a vida
Para morrer de mim, nascer para o dia
Tenho somente trinta minutos marcados
Menos uma parte da porção forçada
Para organizar os sistemas de valor
Para fechar os lábios para o mundo
Para encontrar coragem e mergulhar nu
Para me dar conta, que dos trinta minutos
Só já restam, só e apenas, vinte e nove e meio
Mais uma metade do tempo marcado
Para me libertar da minha solidão
Para dizer adeus ao meu silencio
Para morder a bala e aceitar a vida
Para morrer de mim, nascer para o dia
Tenho somente trinta minutos marcados
Menos uma parte da porção forçada
Para organizar os sistemas de valor
Para fechar os lábios para o mundo
Para encontrar coragem e mergulhar nu
Para me dar conta, que dos trinta minutos
Só já restam, só e apenas, vinte e nove e meio
terça-feira, 10 de março de 2009
Luz e Lei
Negar até ao longínquo fim, a morte certa
Reduz à insignificância o final da passagem
Quer por valor de actos, ou mera mensagem
Procuro, ainda, e irei sempre procurar, mais
Poiso meu apenas, um ombro, para repousar
Por vezes corto a minha própria alma, também
Pedir justiça a quem nunca me falhou, nunca
E perco as razões de querer as leis que acudo
Pois o valor de uma vida não se contem assim
Não, não existe recipiente para o saber sofrido
Espero encontrar por entre os meus papéis
O dia que eu perdi para o sonho mais amargo
De ser quem traria ao mundo mais uma luz
Quando as apaguei todas num rompante
Para que apenas a minha razão se visse
Peço então perdão aos meus anjos
Peço então perdão aos meus santos
Peço que me entendam, irmãos…
Hoje, deito-me triste…
Reduz à insignificância o final da passagem
Quer por valor de actos, ou mera mensagem
Procuro, ainda, e irei sempre procurar, mais
Poiso meu apenas, um ombro, para repousar
Por vezes corto a minha própria alma, também
Pedir justiça a quem nunca me falhou, nunca
E perco as razões de querer as leis que acudo
Pois o valor de uma vida não se contem assim
Não, não existe recipiente para o saber sofrido
Espero encontrar por entre os meus papéis
O dia que eu perdi para o sonho mais amargo
De ser quem traria ao mundo mais uma luz
Quando as apaguei todas num rompante
Para que apenas a minha razão se visse
Peço então perdão aos meus anjos
Peço então perdão aos meus santos
Peço que me entendam, irmãos…
Hoje, deito-me triste…
quarta-feira, 4 de março de 2009
Aprendiz de Feiticeiro
Sou o aprendiz do feiticeiro!
Porque nesta vida, em que passo os dias
Fazendo tudo aquilo que não devo fazer
Que ninguém me ensinou como fazer
Quebro a longa corrente da transmissão
Da infiltração, da infecção do conhecimento!
Sou eu o aprendiz do feiticeiro!
Porque não aceito que nesta vida, todos os dias
Não se faça o que deve ser feito, mas ninguém faz
Que ninguém se interessa por saber como fazer
Ninguém me diz porque não atravessa a parede
Ninguém salta sobre esse fétido e morto saber!
Sou EU o aprendiz do Feiticeiro!
Sou eu o Feiticeiro que é mestre sobre o aprendiz!
Ensino-me a cada dia a justiça sobre mim mesmo!
Procuro todos os dias a justificação de mim mesmo!
Encontro em dias a justa medida para ser eu mesmo!
E perco… cada dia mais, partes de mim mesmo…
Sou aprendiz de feiticeiro…
Deixem-me ser assim…
Porque nesta vida, em que passo os dias
Fazendo tudo aquilo que não devo fazer
Que ninguém me ensinou como fazer
Quebro a longa corrente da transmissão
Da infiltração, da infecção do conhecimento!
Sou eu o aprendiz do feiticeiro!
Porque não aceito que nesta vida, todos os dias
Não se faça o que deve ser feito, mas ninguém faz
Que ninguém se interessa por saber como fazer
Ninguém me diz porque não atravessa a parede
Ninguém salta sobre esse fétido e morto saber!
Sou EU o aprendiz do Feiticeiro!
Sou eu o Feiticeiro que é mestre sobre o aprendiz!
Ensino-me a cada dia a justiça sobre mim mesmo!
Procuro todos os dias a justificação de mim mesmo!
Encontro em dias a justa medida para ser eu mesmo!
E perco… cada dia mais, partes de mim mesmo…
Sou aprendiz de feiticeiro…
Deixem-me ser assim…
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